Olhar Cansado

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Sono pesado...Sono barulhento que silencia a mente
Deixo explodir estes silêncios em mim
Que mais posso eu fazer?
Nem força tenho para levantar-me deste solo áspero frio
Enjaulado nesta cela que me gela até a vontade de viver
Descobro as vidas perdidas que me precederam
Os sonhos desfeitos enrolados em pequenas paginas que leio
Revivo os medos do passado e morro na angustia do meu futuro
Num sono pesado...descubro o que sou
Quem fui e o que gostava de ter sido
Quebrei e voltei a levantar-me vezes sem conta
Mas desta vez já não...nada há já para viver
Nem cacos , apenas pó fino sem vida
Tão leve e vazio que paira no ar iluminado pelos ténues raios de luz
...E esta raiva? este desejo de vingança? o odio que me explode nos olhos?
Tenho de o deixar adormecer também...
Pois temo que se renascer não irei viver..apenas existir
Sou agora diferente...Existir apenas para acabar com a minha dor
Matar o sonho e morrer em chamas...
Da mais sombria cela que me prender
Sair um ser de luz infernal...num vermelho odio
Um azul de vingança...Um amarelo de raiva
A chama que consome tudo o que fui...tudo que me rodea
Serei esse ser enfim..livre desta cela
Queimar todo o verde e transforma-lo em negro.

Foto: www.olhares.com/paulomed

Dialogos Surdos

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E num súbito rebentar de notas
Se forma a melodia da minha vida a minha volta
Sai me pelo olhar para ti
nem triste nem feliz...apenas eu
Uma sombra de mim que um dia me subiu ao céu
Mas como podia eu saber que a linha me levava para trás
Como podia eu ouvir o sombrio grito que silencias em ti
O choque da minha carne roçar ao chão
Eu estava difuso na rotina de amar
Todo este triunfo na busca do teu tesouro
Esta sede de safiras brilhantes
Tornar-se na dor sufocante e gelada
Adormeço rápido nas sombras
Que lentamente se foram embora
Em busca do tesouro azul
Como é que esta busca de azul se tornou tão gélida?
Tu és o tesouro agora perdido
Num medo de perder o que não tenho
Sempre o medo intoxicante de perder a coroa
De um reino pintado de diamantes que nunca tive
Perdido num reino que nunca foi meu
Apenas me alojei a medo
Como me posso ter perdido se não sei para onde vou
Como posso eu te perder se ainda vivo nessas memorias
E eu como me posso ter perdido
Se não sei para onde vou
Como me posso eu te perder
Se revivo um passado do qual não sei fugir
Persigo a minha vida fora de mão
A procura do teu passado que grita
Rebolo na minha mão as safiras
Mas já não lhes sinto o seu calor
Apenas o seu gélido toque
Perdido sem saber o seu rumo
Mas e como posso eu matar algo que não sabe viver
Até o meu futuro desaparece nas sobras que fogem por entre perdões
Perdoa-me agora...
Perdoa me hoje
Como te posso eu culpar
Se é a mim que não sei perdoar
Como posso eu...
Hoje que o dia se deitou e tu não estavas aqui
E mesmo que estivesses não me iras compreender
Apenas vez a luz do teu azul
Como podias tu ver alem desse azul nas tuas mãos
Como podes tu culpar o passado que revivo.
O dia que chegou e não estas aqui
Como poderias estar...pensas no dia que não chega
No perdão que não sabes perdoar
O dia em que vivi
Alguém que um dia tentou viver....perdoo o passado
Não me perco pois não sei o meu destino
Nesse dia que revives num passado que nunca chegou....
Nem o sol para brilhar nas safiras azuis....


And your sunshine has never come

Desafio

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Desafio da Paula Pan (fiquei algo surpreso lol)

1.Colocar uma foto minha.
2.Escolher um artista ou banda favorita.
3.Responder às questões ,que se seguem, utilizando títulos de canções do tal artista ou banda escolhida.
4.Passar o desafio a 4 pessoas.

Foto


loool Para sempre um simples Anon ( alem disso quem já me viu, sabe que sou feio a brava, estragava o look do blog ahahahah)

2- Banda tem que ser Soundgarden

3- Se sou homem ou mulher lool Superunknown
Descrever -me numa musica....Superunknow ou Spoonmen
O que os outros acham de mim lool essa é boa, mas tavez My Wave lol
Ultima relação ui.... Blow Up the Outside World
Onde gostaria de estar agora ahahah Room a Thousand Years Wide sem duvida
O que penso do amor Like Suicide
Como é a tua vida bem The Day I Tried to Live mas alterava para The Men Who Tried to Live
Um desejo Kickstand
Uma frase sabia oh oh tantas lol " Dont come over here,And piss on my gate,Save it just keep it Off my wave "

Epah não desafio, quem quiser o faça por isso desafio todos lol.

Demonios e Anjos

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Olhando para trás posso me rever nas cores
Com os meus demónios a perseguir sorridentes
Os meus anjos ao longe olhando tristemente
A minha frente uma sombra que me tenta puxar para baixo
Percorro então de olhos fechados o meu caminho
Para não ver que tudo se perdeu
Que negligenciei as minhas esperanças e matei sonhos
Que adianta ficar parado a olhar para eles
Ainda não esta tudo perdido
Corro, salto e devagar repouso de olhos fechados
Talvez um dia esbarre no meu objectivo
De um golpe de sorte talvez encontre tudo que perdi
Talvez nem tudo se tenha perdido
Não nada ta perdido
Apenas eu vagueio de olhos fechados
Se me vires abraça-me para saber que cheguei
Canta me para me guiares
Vou de olhos fechados para a felicidade
Anda tu também

Foto : especialmente cedida pela PLATY

Olhar Verde

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Deixo-me cair exausto de mim na areia
Olho a cor das estrelas que chamam por ti
Um verde que imanas no olhar...na vida
E penso em tudo que fiz e tudo que me trouxe aqui
Espero que o mar me tragas respostas
Que desenterre so segredos que deixaste nas rochas
Tento então mergulhar nesse mar
Ao redor vejo apenas algo belo...o teu verde
Encharcado dele no olhar e alma
Ele revolve-se em ondas brilhantes das estrelas
Arrastam para fora deste verde
Luto e luto para me deixar cair no teu fundo
Repousar no teu leito sob este luar
Mas como sempre acabo na margem
Volto ao inicio...e olho as estrelas
A brilhar a tua cor ...longe

Foto : www.olhares.com/Anyneva

Sentimentos embalados

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Gostava de te despir a inocência
Para sentires o oceano que me rodeia
Sentir o teu sorriso nu no olhar
Deixar que o vibrar da tua pele me consumisse
Sempre que olho para a tua luz em mim sinto mais vivo....
Mas hoje sinto me como se o mundo me perseguisse contra ti...
As lágrimas seguem uma linha em direcção a mim
Um amor desperdiçado gravado na calçada fria
Numa rua sem luzes ou ainda mais baixo...
Nem imaginas o quanto doce me és
Nunca te soube dizer o quanto preciso de ti
Vivo em círculos a tua procura
Espiral...um tornado de sentir e afastar
Sem dizer amo-te, sem dizer que te quero
....Deixa-me começar de novo
Tentar adivinhar o que gostas…olhar-te feliz
Dizer-te que te amo e a noite deixar que me assombres
Acordar sozinho e correr para ti
Percorrer este sorriso na cara a toda a velocidade
Sem olhar para trás e responder que te perdi
Em janelas fechadas e um colete á prova de amor
Deixei de te ver para não te amar
Amo-te e tudo falhou
Deixa-me voltar a tentar do início

Foto: www.olhares.com/4hp

Mente deformada

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Por mais que tente alcançar o teu gélido ser
Tu nem uma mão me esticas
Nunca soubeste o quanto procurei arranjar tempo para ti
Agora que morro por ti
A minha pele ainda borbulha ao soar do teu nome
Tempo que quebro tempo que deixo correr
Consumido pela dor enquanto tu me deixas
Enterro no peito uma doce bala
Fria e sólida quanto tu
Com apenas um propósito...por fim a este amor
Negro e confuso destino...

(noites negras em suor sangue)

Deixo-me a falar comigo
Mais um passo para a demência
A paranóia envolve-me num luto de seda
Um passado sombrio a minha maior preciosidade
Ansiedade uma qualidade que me rodeia
Respiro ar rarefeito num mundo só vivo em mim
Onde a minha humanidade percebe agora as limitações da vida
Claustrofobia mente que se recolhe nela mesma
Com marcas de luxúria nos olhos
Sem saber onde andei
As minhas mãos suam
A minha mente deixa apenas um fumo de revolta
Agarro a minha mente antes que adormeça
E digo olá novamente a mim mesmo
Demência instalada em mim...


Foto : www.olhares.com/Anyneva

Cinzas

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Ficou a pairar um cinzento ar de desespero
As estrelas brilhavam apenas uma partida sem chama
Essa perdeu se num peito cheio de estrondoso vácuo
Perdido numa mente rebelde oca de ideais
Levado a viajar em busca do seu próprio vazio
Vagueando por um caminho perdido de sentido
Sem se prender ao chão do real nem sentir o céu que o aconchega
Rodeado de pequenas luzes
Cores sorrisos e cheiros de um ontem que nunca mais chega
De um amanha perdido num tempo que ele não viveu
Um ele que não existe para alem do seu fogo
A sua vida arde apenas sem rumo
Preso a um passado de memorias falsas
E no final descobre apenas que o presente é um sonho
O seu destino é desaparecer
A sua vida futura apenas as memorias de quem o viveu
Uma forma de vida agarrado numa chama
Sem corpo vagueia numa memoria
Um dia até esse sonho se acaba
E a sua historia queimada
Apenas cinza que voa no mesmo chão que um dia calcou

Foto : www.olhares.com/sindome

Instinto de viver vs. liberdade fingida

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Tens de desistir do quarto onde escondes a dor
A vida não é um retiro de paz
É um caminho num mundo que se desmorona a cada segundo
Nunca completo, nunca satisfeito isso é a vida.
Lançar os dados e deixar que eles ditem a sorte
Cada gota de tempo corre sem poder mudar
Cada segundo a tentar controlar o que pensar
Cada segundo a tentar controlar o destino
É mais um passo em direcção a um fundo estático
Se não reclamares a vida, apenas serás estatística
A humanidade não é o que tenho mas o que luto
Não são as conquistas, mas as derrotas
Não é a dor escondida mas as cicatrizes que ostento
A evolução esta no sacrifício e não enterrado no que me rodeia
Não se renasce mesmo que se mude de lugar e tempo
Só serás livre quando aceitares a dor como algo mau e feio
Pois se até os insectos trabalhadores podem sair
A escrava presa será sempre a rainha.


Foto : www.olhares.com/mjamorim6 (demorou mas já emendei )

Thks a Esmeralda e a A Rapariga Assim Assim pela ajuda

Pequenas ilusões temporais

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São pequenos pormenores de cetim
Que me apertam a garganta muda do teu nome
O teu cheiro nas minhas mãos vazias
Este sufocar que murmura baixinho
O vazio da casa em mim no gelo do teu silencio
Nem dou pela passagem destes sorrisos sobre o meu rosto
Que teimam em me tentar limpar a alma.
Queria tanto pegar nestas lágrimas e verte las num flute cristal
Brindar a troca do meu futuro pelo nosso
E é por isso que perco as noites
A olhar para os teus olhos cegos de mim
Num cintilar de desejo...
Te inundasse o peito com esta paixão
No momento em que deixasse cair o meu olhar no teu

Foto: www.olhares.com/maryLanda

Brilhante e colorida sinfonia

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Num calmo e solene pôr-do-sol
Contemplo a orquestra de estrelas que se vai compondo
Sob a batuta de um maestro louco,
Numa sinfonia diluída em estrondosos olhares,
Sinto as palavras ficarem mudas
O doce do teu rosto espalhar-se na minha pele
O teu beijo mergulhar-me no corpo
Por dentro ganhar asas enquanto te abraço
E te elevo no céu... ai ficar contigo
Suspenso na imensidão do teu cheiro
De algodão doce
Que me dá uma vontade de te despir a alma com a boca
Sentir o teu mel lentamente a percorrer o meu sangue
No teu olhar sentir o teu sonho veludo
O teu sorriso rebentar em lindas cores no céu
Nos lençóis onde nevava o teu vazio
Cai agora o pó de um terramoto.
E hoje enquanto me dirijo à janela do quarto,
Onde antes tinha pendurado o meu mundo à tua espera
Espero agora eu pelo sinal da batuta
Para com um tom cósmico de voz
Explodir um amo-te
Existirá algo mais livre que ser teu?
Um hino de liberdade soa quando me prendo a ti
Ouves?

Foto: www.olhares.com/paulomed

Teatro sem sonhos

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Acordo lentamente..só e fria num sombrio amanhecer
Envolta numa teia negra sem sabor
Ouço o cintilar das notas de revolta mas não as vejo
Quase sinto o amargo de mais um dia presa em mim...
Que foi feito de mim...tantos sonhos agora esquecidos
Nem sonhos foram...apenas desejos numa noite chuvosa
Aperta me o peito num vazio
Na cabeça lateja o pensar sem liberdade
Vem me a memoria dias cinzentos sem esperança..sem medo de perder
Sem medo de ganhar...nada tenho em jogo
Se tanto posso ser o dado que rola docemente no veludo da vida
O meu corpo um simples invólucro de um dia passado
O meu coração esse há muito tempo que não sinto bater
Gelou com o frio da minha própria censura do errado contra o certo
Onde pairam os anjos que me deviam abraçar?
Deixo então que os raios de sol me beijem a face
Não lhes sinto o sabor nem calor
Apenas quero ficar no silencio da minha inocência
Presa neste teatro, numa personagem sem vontade própria
Quero saborear a liberdade...quero sentir o toque de me soltar de mim
Mas cada vez que me tento soltar a teia...essa
Prende me com mais e mais força..
Numa melancolia previsível onde eu sou apenas o que ela me faz
A minha sombra apenas a imagem que ela quer que eu seja
Tira me a vontade de me levantar para mais um dia
Acordo lentamente..só e fria num sombrio amanhecer
Mais um dia...mais uma nota solta
Passeiam se nas paredes...já nem elas me dizem nada
Tudo parece sedento de liberdade
Tal como eu...Procuro a minha liberdade numa teia de passado
Quero por uma vez sentir a liberdade de não saber o amanha...e ser feliz
Desenho-me então feliz na areia e espero...
Talvez amanha eu seja livre ...até amanha

Foto : Especialmente cedida pela Platy

Perdidas as memorias

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É dentro dos teu olhos
Que nascem os dias e esmorecem as noites
Nos teus sonhos que já não tenho
O meu sangue amadureceu enfim
Depois de tantas viagens as cegas à procura de nos dois
Embarcados num amor a deriva que finalmente afundou
Deixou no leito do mar todos esses tesouros
Os pulsares estridentes e ofegantes
Suspiros risonhos e loucuras vincadas na pele
As memorias de me desmontar na tua boca
Memorias costuradas por ti ficam agora para ser apenas ....
Um farrapo.

Foto : www.olhares.com/Gracinha

E amanha ?

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Vamos adormecer neste nosso passado
A lua esta fria de um luz que reflecte o nosso interior
Nas impressões que te deixei no corpo
Não sabes o quanto me custou ignorares este amor
Nem tão pouco te importou olhar para o lado
Mas agora sou eu que te ponho a venda
E te drogo com o veneno das nossas memorias
Para que sejam elas ultima coisa que vejas
Fui reduzido a promessas
E agora que a venda escorrega da face
E a corda se liberta com o teu deslizar de corpo
Trago te me mais um pouco mais deste veneno
Vou te marcar o corpo com as nossas lembranças
Prometo que não vai demorar muito
Mas esta noite vou esperar que adormeças nas nossas memorias
Para que eu seja a ultima coisa que vez
A medida que vais perdendo a consciência
Vou te enchendo de nós desde os teus lábios
Ao teu coração...tudo o que queria era mais um beijo
Vais perdendo a consciência e eu ganhando confiança
Hoje a noite vou esperar para te envenenar com as nossa memorias
Hoje vais adormecer rápido...
Espero apenas que seja a ultima coisa que vez
Amanha não te lembraras de mim...nem eu de ti
A ultima coisa que verás seja eu

Foto : R. - a anonima lol

Grito para dentro de mim

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Ecoo gritos mudos para o mundo
Será que existe alguém que me viva como eu
Sempre me senti perdida e sem querer ser ser salva
Mas agora derivo em raios do sol
E se me encontrares e porque estas como eu...
A procura de um amigo para fim do mundo
Nada disto deveria estar pintado na minha pele
Tenho 23 anos e com tudo para viver
Mas hoje só quero estar fechada dentro de mim
Acordo antes do sol...sem me poder esconder
Agora que chego ao fim da minha estrada...
Olho para trás ninguém esta a pedir confissões
Ninguém para me dar rosas em troca de segredos
E fico perdida no passado...
Não me posso voltar a esconder ...é o fim do meu mundo
...sem intenções de aceitar o caminho... o fim do meu mundo
**
Mas esta voz que me jorra da mente
Começaram com o descer da lua que me descobre
E me mostra mais um sitio onde posso ser eu
Que me agarra no colo enquanto caio desamparada
Quem me levanta sem reflexo do meu passado
E me fala...a mim do passado ...de outras estações
**
“voas acima da tempestade...
De que serve ao sol brilhar e sorrir
Se a sua mais bela flor não esta para o receber .
De que serve ficar para trás em palavras que nunca acabaram
E em sonhos reflectidos num espelho do passado”
**
Estou no fim do caminho...e as estações passam
Posso ser até curta de palavras
Mas longa em coisas quero dizer
Queres tu rastejar em para o meu mundo?
Pois estou mais baixa do que aquilo que não te consigo dizer
Se um dia me vires fora de da minha sombra
Fica a saber que me olho com mais saudade do que fui
Mais do que anseio ser um dia
E fico assim perdida em estações passadas
Em palavras que ficaram por dizer
Olho o cair da lua na minha face... na agua o que fui reflete em prata
Em palavras que nunca encontrei...rolam as estações...meu amigo
Em sonhos que nunca fui e me perco no passado
E as estações rolam ao meu lado.

Foto: Platy

Nunca soube dizer adeus...

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Já imaginaste este amor

Se ele fosse apenas um sonho como eu e tu?

Vivendo amarrado num corpo...sonhado por nós...

Pois eu já...

Mas ele é um amor já doente e acamado

Imagino-me sentado soleira da sua porta...a nossa porta

Sentido o teu cheiro...e entrei para o ver

E falamos sobre ti toda a noite

Quando a manhã me caiu na cara

E os seus olhos se fechavam

Disse-lhe apenas que te amo.

Mas ele esta a morrer numa cama fria

Onde tu ...com o teu amor mel

O trouxeste a vida por mais um pouco

E eu ...numa sombra sem virei costas

Não o suportava ver assim....

O meu medo de dizer adeus

...

Mas enquanto tentava fugir

Ele com a tua nova vida

Agarrou-me pelo ombro e disse numa voz doce

Tenta...porque sei que se tentares...a nós nunca irás nos falhar

Sei que estes últimos oito meses têm sido difíceis

Tenta...talvez seja altura de saires do teu deserto

De caminhares em direcção ao sol

Mesmo que ele também brilhe sozinho

...

E aqui estou num hotel no horizonte do pôr de teu sol

Sentado a deixar os pensamentos jorrar nestas palavras

Lá fora olho apenas o horizonte com o teu sol

Tão sozinho...e vejo duas estrelas madrugadoras

Como se fossem os teus olhos

Neles vejo os teus olhos ...mas será que tu vês os meus?

Porque afinal que tenho eu a perder?

Se falhar....falhei mas ao menos tentei

Chegou a altura de abandonar esta falésia solitária

E abraçar este sol mesmo que ele continue sozinho depois

A brilhar o teu amor de doce pôr de sol...dourado de mel

Consegues ver os meus olhos?

Sabes ontem sentei me na soleira da porta do nosso amor

E só soube dizer o quanto te amo..


Foto : www.olhares.com/Melissa21


Sol e sorrisos

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Soletro apenas memorias

Num salgado texto lacrimejado de paredes vazias

Num sonho eterno

Luares que iluminam a eternidade sem sono

Mas e se podesse dormir para sempre?

Partir em cacos o silencio gélido

Sonhar uma loucura

Dias em engano no teu ouvido

Ouvir te chorar e apenas sorrir por te ter

E ouvir te amor e dizer...esqueço-te... ate amanha

Num beijo dizer que te amo

E receber um amor sem beijo

Aproveitar o sabor do desejo sem te provar

E me condenares a morte sem te pecar

Mas que me digas adeus com a palavra amo-te

E assim poderei partir sabendo o teu adeus nessa palavra esquecida

É apenas uma sonho...uma palavra

Talvez um dia

As flores te beijem a face numa qualquer escada

Vestida num branco que te sonho comigo...

Talvez ai te esqueça por fim

Numa ultima gota desta maré sombria

Saborear na sua espuma o teu sorriso eterno

Chorar neste mar aquilo que já não sei...

Já não sei como te amar

Tal como este sol eu me esvazio

De tanto amar já nada sou que não tu...tal como este teu sol


Foto: www.olhares.com/luisafonso



Amanhecer cinza

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Vivi o sonho dentro de mim
Envolto em luz derramada do céu
E deixei me voar nele...no seu perfume...no teu olhar
Um perfume que cortava a garganta
Tentei respirar as memorias na proximidade das palavras
Agarrar-me na cumplicidade de um beijo
Para apenas acordar em pedaços num morro de tulipas já secas
Voavam solitárias num vento forte e gélido
Que friamente me tatuou chuva no olhar...
Sabes...nestes acordares cinza de frio azul
Sinto todo o meu corpo a gritar por ti
E por momentos esqueço-me por que te perdi
Sento então na janela e deixo que me beijes em raios de sol
Mas ainda sim sinto a tua falta...
Que vou eu fazer depois? quando te abraçar no final...
Onde enterro então esta rotina doce de te esperar.

Foto: www.olhares.com/mjamorim6

sayoonara ai

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Suki dewa arimasen yume shiru
Estou preso ai...sinto falta do teu calor
Preso nas memorias que para ti foram apenas passageiras
Para mim um mundo de verdades
Afastei tudo quanto te amava
Numa tentativa de afastar-te para o passado
Seres um folha esquecida...mas não consegui escrever para alem dela
Olho-a e perco a vontade de a virar
Preso nesse instante...nessa memoria
E agora que me afastaste do teu
Sinto um vazio enorme...como se nada fosse real
Nem esta chama que me consome de te ter deixado partir
Nada já me parece real...nem tu.
Procuro te numa luta comigo próprio para encontrar apenas as tuas pegadas
Já quase apagadas...e morro mais um pouco em cada uma delas
Porque me afastas-te ? porque não brilhas mais nas minhas manhas
Tou cansado...apenas cansado de encontrar este vazio.
tenshi midori ai wa deru shinzoo

Foto : aquela que te falta...o adeus

Culpa inocente

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Num acesso de memória mais forte que o corpo,

Onde a idade desvanece sobre um telhado imoral

No silêncio onde o corpo fica… e a mente vagueia para longe da dor.

A conspiração do silêncio a única fuga,

Um segredo perdido debaixo da árvore milenar,

De uma família que vive e morre numa sombra futura.

Um amar que te demonstram enterrado num segredo

De sonhos perdidos e princesas mortas,

Onde o príncipe chega sem armadura reluzente.

Contos de fadas destruídos nos lençóis manchados

De sangue de uma família de gerações perdidas.

... Apodrecem as bonecas na mente inocente

Os quadros de super-heróis perdem a sua força

Envoltos em ratoeiras de amor onde reina o ódio.

Este segredo enterrado nas raízes da árvore familiar

Presente em todos os jantares de olhares suspeitos

E risos sombrios de cumplicidade demente

Onde a vergonha suplanta a vontade de justiça …

Mas agora que os dragões já não fazem parte do teu imaginário

Onde os cavaleiros são bonecos que se perderam no sótão,

O mesmo onde a inocência morreu no meio de bonecas sem olhos.

Fadas são só os desenhos juntos dos rabiscos de tortura

Num caderno que devia ser um diário

Tornou-se apenas num esboço de dor dia após dia.

E hoje que o dia te tornou adulta... irá a força perder para o passado

Serás tu a mostrar que o círculo se mantém?

Ou apenas uma vítima silenciada?

Onde o ódio, se mantém nas paredes da tua culpa sem nexo,

Carregas num coração vazio de moral... para proteger o que?

Aqueles que te deram apenas uma infância de inferno constante.

Será que a verdade irá germinar à volta da árvore familiar?

Um segredo só teu... uma menina de infância rasgada

De uma mulher com o futuro enterrado no passado.

Foto: www.olhares.com/paulomed

Sem fé nem pecado

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Sou alguém que caminhou sozinho

Sem tempo para misericórdia, sem vontade de perdão

Remorsos algo que sou culpado de não ter

Tenho o cuidado de me proteger

Não quero ser infectado por algo que me diminui

Ainda assim não passo de uma doença social

Um imoral sem deus nem credo

Se estiver certo não perco nada

Se estiver errado perco tudo o que vivi

Perseguido por todos que me rodeam

Ergo paredes que me querem prender

Para o final que se aproxima vertiginosamente

Mas, e se eu sou realmente apanhado

Culpado de todos os medos

Sentenciado por algo que não acredito

Sou a mente rebelde...um fugitivo demente

Numa confiança perdida talvez....

Mas quem és tu para me julgar?

Se me fizeste a tua imagem....então nada é o que parece

A sujidade que me enche os olhos és tu

Nada mais que luxuria me deste

Repetido uma e outra vez numa verdade que não confessas

Numa sinfonia de duas mentes perdidas nesta cidade

Um purgatório que ninguém quer ouvir

Decides quem nasce e morre...eu apenas revivo esta tua lama

A tua ansiedade...Numa rua onde ninguém se da ao trabalho de dizer ola

As despedidas essas envoltas em cerimonias que se perdem no ar da memoria

Dizem o teu nome na escuridão da noite

Mas agora é muito tarde para te dizer que te abraço

Por isso escolho caminhar sozinho

Pois sei que se te apertar a mão

Tu vais me cortar os dedos

Não acredito no teu julgamento...afinal quem e que te nomeou juiz

Se tu decides quem é o culpado e a vitima

Encenas tudo num palco viciado

Em que as consequências recaiem apenas nos teus fantoches

Sou culpado apenas de me perseguir em pecados em que me deixas sem protecção

O que é teu e também meu

Se estiver certo ganho uma vida

Se estou errado perco tudo

Esta é verdade de quem aqui chegou sozinho

A verdade que te vai deixar de joelhos a ti

Enquanto eu te renego e caminho sozinho


Foto: www.olhares.com/Gracinha

Ending post

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Ganho consciência de ser abatido por mim e fujo...
Onde a única floresta que me esconde é a indiferença
Um cheiro de medo...um rasto deixado no trilho da vida
Talvez queira ser apanhado...
Cada passo que dou é em direcção ao engano e desconhecido
Perdido num lugar onde as indicações me rodeam
Mas que eu finjo não ler
Quero voar sobre elas...suspenso num nevoeiro de pequeno deus
Que sabe que não morre...apenas vai morrendo....
Ate que o dia chegue...
Que ao meu comando todos desapareçam
E o meu corpo respire apenas um ar de morte
Onde o céu se vai deitar ao meu lado
Um pobre semi-deus...que viu o que queria ser e não gostou
Num arrepio de inverno, desejei o verão
E apenas desapareci...estarei errado?
Sobre um céu que acolhe todos que o olham
E desvanece na noite indiferente ao mundano deus
Amanha outro deus morrerá
Embriagado pelo poder ontem desesperado por a falência de valores
Estaria eu errado...estaria assim tão longe de casa
Deixado aqui sozinho no meu engano.
Podias tu me ter salvado? Podias me tu ter julgado?
Podias? Querias? Terias me tu tentado salvar?

Foto: www.olhares.com/mjamorim6

Presente da sempre verdinha esmeralda amiga

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Informações sobre o Prémio Dardos:

“Com o Prémio Dardos se reconhecem os valores que cada blogueiro emprega ao transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais, etc. que, em suma, demonstram sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre suas letras, entre suas palavras. Esses selos foram criados com a intenção de promover a confraternização entre os blogueiros, uma forma de demonstrar carinho e reconhecimento por um trabalho que agregue valor à Web. Quem recebe o “Prêmio Dardos” e o aceita deve seguir algumas regras:

1. - Exibir a distinta imagem;
2. - Linkar o blog pelo qual recebeu o prémio;
3. - Escolher quinze (15) outros blogs a que entregar o Prémio Dardos.

Bem agora a parte mais porreira dar este premio :

http://soproausente.blogspot.com/

http://ospequenosdetalhes.blogspot.com/

http://simplespalavras27.blogspot.com/

http://teusonhomeu.blogspot.com/

http://piecesofalife7.blogspot.com/

http://coltblade.blogspot.com/

http://silent-diary.blogspot.com/

http://almasdchocolate.blogspot.com/

http://zendomundo.blogspot.com/

http://ferrodepassar.blogs.sapo.pt/

http://umportoputativo.blogspot.com/

http://miudamaizomenos.blogspot.com/

http://memoriesofatime.blogspot.com/

http://palavrasassim-assim.blogspot.com/

http://www.lupanardopensamento.blogspot.com/


Obrigado a todos por partilharem coisas tao belas.


Tribo sem deus

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Sinto a minha alma sair do corpo
Vaguea em sacrifício num mundo negro
Procura o regresso ao primitivo humano
Onde o odio se mistura com deus
Sangrar a crença em troca de esperança
Sinto a alma perder o brilho
Agora que perdi toda a esperança
Perdi também o medo
Não tenho de me justificar
Tiraram me a esperança e o medo
Renasço das minhas raízes ancestrais
Persigo o odio e cuspo no inimigo
Não pergunto por motivos...apenas vingança
Salta...não sao balas...
Grito desespero e raiva
Mostra-te vou te atingir com algo mais forte
Descrença....odio...sem medo...sem esperança
Tudo me é permitido.
Cumpre-se assim a profecia de morte
Numa execução sem julgamento de consciência
Arde num combustível que não é mais que o odio
Tribo sem deus..sem esperança..sem medo

Foto: www.olhares.com/maryLanda

Ultimo Chuto

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Se ao menos me lembrasse onde deixei as coisas serias
Onde me foi apresentada a crueldade das consequências
Que a vida não passa de um jogo simples e maquiavélico
Quanto mais sérias as ruas se cruzam no caminho
Mais fortes se tornam as cartas jogadas em vão
Inocente, não vi o quanto custava ver-me sangrar
As coisas que ficaram por fazer
Tão pouco que consegui atingir...o negar dos meus pequenos planos
Todos os meus sonhos...apenas esboços de cabeceira
Quem diria que ver o quadro da minha vida
Me faria sangrar tanto purpura em algo tão cinzento
Se ao menos soubesse eu onde esta exposta esta pintura
Podia-lhe apagar tudo o meu coração..para que não quebrasse
Se as ultimas palavras fossem minhas...seriam que vos amo
Com um sorriso apenas deixar-me ir....sem corpo viver em sonhos
Nas memórias de alguém que tentou mas não conseguiu
Mas não são minhas...não, são palavras ditadas a ferros por um qualquer homem
De negro e com fé num deus que nunca encontrei
O quadro não o pintei ...deixei que o pintassem cinza sem me opôr
Numa mistura de sangue com submissão
Com uma tinta de oleo de papoila sintética
Não me custa partir desta dor...mas saber o que deixo
Todo este querer e não conseguir
Só assim me vou libertar destas paredes que me amedrontam
De todas sombras que vivem em mim após cada agulha
De todas tentativas falhadas...de esperanças destruidas
Só assim me libertarei destes olhos sem vida
Das dores de resistir ao enfermo da desilusão
Da rotina de mais uma última e quente sensação de paz...todas as vezes ...a última
Se eu soubesse onde deixei todo o meu mundo
Aquele de onde me vou libertar por amor..não a mim ...mas a quem me ama.
Que me liberte então agora deste corpo partido
Em pequenos pedaços de dor espalhados neste chão frio
Numa qualquer casa já sem telhado...frio e sem alma
Vejo que afinal estou pintado em todas estas paredes...
E num ultimo olhar...me deixo aquecer na agulha...
Sem vida, olho o corpo que apenas quer ser uma memória alegre do vosso amor...........
Quando me leres sorri estou vivo em ti...feliz por me abraçares no vazio...da minha partida


Foto: www.olhares.com/Maddie


Dialogos passados.

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Mais um dia como tantos outros

Um dia em que posso sentir tudo isto a navegar nas tuas palavras

Pensar em tudo que descobres em mim na tua partida

“Sempre te olhei cega sem perceber

Entras e sais da minha vida

Trazendo para mim apenas a dor de carregas

Onde se fecho a porta tu bates lhe com ainda mais força

Quando pensava que eras só meu...afinal não era mais que um outro presente

Sem perceberes que brilhavas na minha vida...

Bem vindo a uma vida sem farol...

Sentada a amargo tomar o café sozinha na tua presença distante

Mas se sou tudo o que os teus sonhos desejaram

E já que te perdestes neles ao menos fica mais um pouco

Onde os meus olhos vêem apenas o mundo voar longe

Feito de coisas que nunca perceberei

Observo o mundo passar me a frente como estas ondas sem sentido

Feita de sonhos meus enquanto tu te sentas ao lado deles

No momento em que ergo e caminho sozinha neste mundo

Por mais tente mentir os meus olhos ainda te amam

Sou tão verdade quanto as minhas mentiras me revelam num olhar

Sou tão real e como este céu de manha de outono onde nasci

Caminho agora sozinha nesta manha contigo ao meu lado ausente

Sou todos os sonhos que desejaste mas nunca intendestes”

Vens em nome do amor que procurei numa verdade escondida

Vou vive-lo até ao fim

Longe nessas manhas em que te deixei livre

Para te agarrar nas minhas noites só

Em que sozinho me perdia nas teus labirintos

E depois de tudo que te desenhei ainda te escondes

Então não queres é viver a verdade dessas manhas...

Se depois do ontem ter acordado não olhas docemente para este futuro...

Então todas estas manhas são inúteis sem ti.

Vou só sem ti mas com um enorme teu palpitar em mim

Liberta-o agora já sabes o quanto te quero e respeito...amo


Foto: Cedida pela Ginjinhas Estrelinha "my personal model"

Um abraço para tu


Novo amanhecer

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Corro como todos os dias…apressado

Para chegar mais uma vez ao meu sonho contigo

Ao nascer do sol antes que ele embata no mar

Ver as luzes desta cidade apagar uma a uma

Enquanto o sol se levanta

No céu, o rosado quase paixão

Tento chegar ao mar antes que o sol o beije

Para ver toda esta cor ao teu lado

… Como era bom andar de mão dada contigo agora…

Desfilar contigo nesta praia…neste mundo

Ver esta beleza…ver te dançar nas fábulas do teu mundo

Acompanhar-te nos sorrisos dos contos sobre o meu

É neste raiar que mais sinto a tua falta

Ou será do nosso amor? De tudo que vivi?

Das manhas submersas neste mar

Onde contigo dancei…neste mar que te amei

Enquanto a nossa volta voavam luzes de sonhos

No teu olhar o brilho de esperança

No meu brilhava o meu mundo…e junto dançava-mos

Suteki watashi wo kanojyo da ne

Calmo como eu na tua felicidade

Parto agora para o meu mundo

As luzes já se apagaram…o dia nasceu

Com o sol ávido beijou este mar…só teu

Até amanha meu amor…ate amanha meu mar...um dia seremos um

Numa qualquer onda ou espuma que rebenta

Numa maré ou num oceano

Seremos novamente….agua e luz. Até amanha meu amor.


Foto: www.olhares.com/Alba



Historia entreaberta

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Esta será sempre a minha historia
Ver chegar as horas lentamente
Chegarem aquele momento de regresso
Ao tempo de recordar tudo
Os adeus que tantas vezes se trocaram fingidos
Olhando as estrelas e a desejar sempre mais
Tal como hoje as olho
Elas que tentam sem sucesso secar me o rosto com a sua luz
talvez tenha encontrado tarde demais este arrependimento
E agora não podes ouvi-lo
Apenas o digo ao vento e ao luar
Lamurios cegos que te procuram longe
Num reino imaginário onde vives agora
No qual eu entro devagar em sonhos
Vivo ai para adormecer da vida ao acordar
Mas sei que um dia o sonho vai acabar
Que os teus olhos verdes se despedem de mim
Deixam escapar saudades e se apagam em tristeza
De um sonho que um dia vai acordar
O dia de chorar na terra vermelha
Que me aperta mais e mais
Mas sei que nunca irei abrir as portas aos lugar onde um dia vives-te em mim
Já nem sei dessa chave nem tão como como se abrem
Esta será sempre a minha historia.

Foto: www.olhares.com/paulomed