Sentir

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São ligeiros vazios de promenores teus
Que apertam o mais fundo da minha garganta
Sinto as palavras ficaram mudas
Quando relembro do cair do meu rosto
Na tranquilidade do teu cheiro e pele
Ficam apenas suspiros de risos e olhares
Num sangue amadurecido pelo que ja nao tenho
Já nao amanhece o dia
Nem tao pouco se deitam as noites
Na tua voz veludo nem nos teus olhos de janela
Sinto na carne a falta do voo
Acima de tempestades e do sol
Olhares que se fecharam no passado
De um brilhar nunca realizado
Como um sonho
Partilhar a desequadrada esperança de te amar
Em retorno receber esse olhar eterno
Esvaziar um beijo
Num abraço desarrumado
Repousar os meus labios na tua face
Que me fazes sorrir o peito
E dizer que amor é apenas um sinonimo mais curto do teu nome
Deixar suavemente a tua mao
Para que vagueies no meu adormecer
Mas o acordar é sempre o silencio
Pois nao te posso sorrir ao ouvido
Enquanto tu acordas
Remeto me entao novamente ao olhar fechado
Frio e distante do mundo
Mas sabendo que nele
Vejo sempre um pouco de ti brilhar por todo o lado
Obrigado.



Foto : http://m-fm.deviantart.com


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