Sou aquele que tudo sente
sem demonstrar, tudo o que sinto
vai se esfumar no teu pensamento,
tudo o que vejo já foi , tudo o que vi é o que vai vir.
Sou o superunknown
Um dia pensei que já tinha sido feliz Mas então apareces tu Um anjo doce que me mudou Sabes meu amor Sentir todo este amor por ti Faz me sentir especial Grita-lo o mais alto que posso Faz me sentir o homem mais feliz do mundo Saber que ao o ouvires me sorris Isso faz com que o céu desça em mim Porque cada dia que passa As palavras parecem não serem suficientes Preciso de te o falar olhando Penso em ti pois não te posso tocar Sonho te pois não te posso viver-te Choro-te em silencio Pois não te posso sorrir ao ouvido Vivo-te Pois suspiro-te cada dia mais. Até já meu amor..
...quem diria que eu ia gostar de uma musica destas...
Por vezes nem quero ter tempo para pensar Parece que oceanos nos separam Que o tempo nos foi roubado O tempo de nos podermos amar Nem isso não dão... Queria tanto arder contigo...que bela chama ira dar Afogares o teu sorriso na minha face E eu as mãos nos teus cabelos Mas roubam-nos o tempo sinto-o as vezes E o que me resta Pensar que o destino errou Debaixo da língua um sabor de vicio As minhas pernas tão débeis Mal aguentam um corpo já fraco Onde o seu maior peso arde no coração E se arrasta na mente Deixa...mais um mergulho...e por momentos Tudo se liberta...olho a lua Sinto o gelo cair em mim...como um animal Tudo passa... Na minha carne vive a asfixia do sonho reprimido E na face o sorriso de o poder sonhar Afinal confesso a mim mesmo Fazes me feliz.
Coração aos pulos a tentar sair de mim O tremer quando falamos de um nós O sorrir quando te imagino a sorrir A inundação de luz que me transmites A inspiração de desejos de algo estranho em mim O desejo de te apenas abraçar De te acariciar a tua forma de anjo De nos momentos mais distraidos Romperes-me no pensamento e eu só sentir um sorriso Nas pausas de ti Falar te no silencio e dizer-te tudo que não posso Por debaixo de telhados vazios de ti Posso olhar para o alto E sonhar...que me ouves. Pega na minha mão Pinta-nós...afinal será belo Pois nós... és tu e o teu tu reflectido no que sou eu Em nós existes mais tu que eu Como em tudo a minha volta Há sempre um pouco de ti por todo lado Até na utopia da lua e da estrela Sopra-te a ti em mim
Podia escrever memorias mas já nada me recordo digno de escrever Podia desenhar um belo quadro Sorrir e dizer que a vida é bela Mas afinal tudo é um sonho...um medo de acordar E ver que tudo apenas sou eu Um aglomerado de desafios por cumprir Um perdido sem destino Procuro o calor, mas não me deixo arder Apenas passo por uma memoria Esquecida...sem importância..apenas sem sentido Tal como a minha vida Sem sentido..vida? Vida?nunca vivi vejo o agora Apenas o sonhei E o que queria viver... E um mundo onde não tenho lugar Tal como a lua..giro em volta do mundo Sem lhe tocar Sem lhe pertencer Apenas ronda...gira...em cálculos matemáticos E afinal? 1+1=nunca será 2 Ou se nasce 2 ou será sempre 1+1 nunca 2 Para que tanta lógica...sao cálculos matemáticos Sem importância...um orbita...sem sentido
Porque hoje o mundo parece ter encolhido Tudo parece estar reunido aqui bem dentro Num pobre peito que nem teu calor tem agora Mas...hoje que ele parece querer quebrar Tu não estás aqui Não podes apanhar estes cacos todos E juntar tudo de novo So queria que o pensamento Ganhasse asas ... Pousa-se na tua boca de anjo Queria tanto percorrer este espaço De estranhas ruas De vazios de toque e sons Como se o destino nunca mais chega-se PErcorrer tudo isto e no final Ver que apenas consigo engolir a voz Ao dizer Amo-te
Porque hoje tou como o titulo desta musica... Obrigado
Haverá ainda lugares onde não me faltas? Será que inda me restam lágrimas sem nexo Que não te tenha ainda chorado? Haverá no relógio minutos que ainda não te tenha sonhado? Ou palavras que ainda não me lembrem de ti? Mas isso pouco já conta Tal como perdi a conta tudo que já passou O que me importa é algo que o mar não me responde Serei eu a escrever sempre tudo isto? Ou o teu doce toque está aqui também Porque embora lá fora o tempo esteja assim Frio, chuvoso e tão cinzento Dentro de mim acende-se uma luz Quente e amena que me percorre por todo Nos dedos sinto uma areia fina E sei que se fechar os olhos sinto o teu nome Gravado em conchas na minha mão Por isso tudo isto que escrevo Não é mais que uma tentativa Mais um inútil rascunho meu de te desenhar Não existem palavras para desenhar um anjo Nem sons que façam nascer um dia Que te faça ouvir tudo que me fazes vibrar Em cada batida ...em cada olhar... Apenas me deixo despir de mim...para ficar so o que és tu Assim serei mais perfeito
Hoje é daqueles dias que o deserto Está aqui tão perto E eu tão sedento de ti ... Como te posso falar se a minha voz ficou perdida Por entre os segredos que murmurei aos lençóis E escrever-te? Os dedos estão moribundos Falta-lhes o toque na tua pele para ganharem vida A minha fome de ti perde-se na minha mente Onde tudo parece tão vazio Com tanto espaço...ALUGA-SE era o que devia dizer Pois tantas memorias de ti que a faltam preencher O meu corpo está já repleto de prisões Onde cada palavra tua o ata mais e mais Tão bom ficar preso a ti Sabendo que só tu conheces estes nos e emaranhados Queria tanto entrar nesses sonhos Cair dentro do teu mundo E ver apenas a minha sombra de mão dada com a tua Mas agora resta me apenas este... Vapor dentro dos olhos quando te penso...
Por vezes parece que tudo já foi sentido Mas então porque quero mais Tem dias em que o sol me faz abrir um sorriso Então porque não te o mostro mais vezes Porque não ganho asas até ti Levado pelo vento de esperança de que me vejas Se tudo foi já vivido entre nós Porque não se me estilhaça o coração Porque não me doem os braços De te abraçar no vazio do quarto O frio que me despe a pele Apenas reforça a falta ado teu calor Se o verter de cada lágrima da tua distancia Só me relembra todas as alegrias que me presenteias Se lamento algo é o tremer ao som da tua voz Que cada vez é menos e menos presente O meu suspirar fazer calar que te amo Pois nada sai da garganta nem um simples som Sempre que me dizes boa noite nesse sorriso E na mais calma das noites longe de ti Penso no temporal que me farias cair no peito Com a tua cabeça pousada nos meu braços E deixar cair o teu sorriso no meu olhar A tua vida na minha solidão real Mas que tu inundas em segredo...só tu.
Tao longe de ti De te poder fazer sentir ... Esta enorme mala de viagem repleta de tanta coisa De muitas palavras que dançam no olhar De beijos palpáveis que fazem brincar o peito apertado Com melodias de suspirantes e me fazem secar a garganta De desejos.... Como cheirar o teu corpo em pulsassões de fogo Vaguear te o olhar enquanto insisto em te despentear De penhorares o meu coração em troca do teu sorriso Ficar refém em ti e de ti Afinal hoje...sim Queria arder contigo Sem precisarmos de chama Não quero cinzas no final ...e afinal estou longe ti E apenas chove gotas de saudades Tao límpidas que te vejo em cada um delas E então...porque? Bem tal como titulo desta musica Sleep Now in the Fire
Finalmente acorda Beatriz...Parece que ainda foi ontem.A confusão e desnorte é tal que se apressa para ver o calendário.Mas Confirma o que já sabia.Passaram já 5 anos desde que se lembrou do que foi um dia ver nascer sol.Que sentiu a presença de Enrique no seu pensamento.Cinco anos...Há tanto tempo que já não pensava nisto.Relembrou então aquele pressentimento...alguém que caia num abismo...Como sempre,tentou não dar grande importância, voltou rapidamente a sua rotina.Mais um dia pela frente igual a outros, mesmo sendo um fim de semana, até ai parece que já nada muda, apenas os locais.Mas hoje está decidida a visitar a praia.
... No fundo sei que estava melhor se tivesse caido mesmo do abismo, estou tão vazio...falta me algo...dizer algo... ...
A mar hoje parece tão calmo.Uma serenidade que até me faz mal, sentir coisas pouco normais em mim.Cada onda calma e macia...como me pode então algo assim quebrar toda esta minha rigidez que tanto faço por ser. Este salgado mar trazer me a mente coisas tão doces que não sou.Porque desta necessidade estranha de sentir o calor destas ondas e vento na face,sabendo eu que está frio, e que embora sereno me iria fazer sentir explosões nada comuns em mim.
-Pensa Beatriz com um olhar no infinito mar.Numa ansia de rasgar tudo isso depressa da sua mente, decide caminhar perto do mar e observar que lá passa.
Para em frente a uma silhueta algo familiar, que pressentindo que esta a ser observado de volta de frente para ela...sorri, com um olhar de mil sonhos doces e ainda algo molhados pelas lágrimas.Chega-se bem perto de Beatriz e diz-lhe ao ouvido.
-Não me reconheces?O meu olhar continua a sonhar te como sempre.Cai no abismo que abriste em mim, cai cai mas tu não me deixas estatelar no chão.Tudo aquilo que me dizias antes elevou-me de volta ao inicio da estrada.Cada memoria, cada palavra segurou me e fez alimentar de vida até hoje.Sei que embora não precise de te o dizer, pois sabes o bem, gosto de o dizer mesmo que não o queiras.Sim ainda te amo como sempre amei Beatriz.Porque nem o tempo apaga a tua forma de ser tão doce de seres comigo, apenas comigo, que tanto amo.Bons sonhos Beatriz.
Anoiteceu.Beatriz sorri...porque? não sabe, apenas sente se em paz novamente...sem saber se dorme mais uma vez e tudo isto é um sonho ou real...
mas para Beatriz tudo esta agora mais silencioso. Repousa,finalmente agora de um dia que tem tanto de risos como de vazio.Numa interminável rotina de destino marcado, não por ela, mas por tudo. E como o belo rio que hoje visitou , também a sua vida segue o seu rumo, sem saber como , apenas vai talhando o seu percurso, sem pedir nem controlo. Tal como as gotas de chuva que caiem no rio, sabem que vão acabar no mar, mas nunca se aglomeraram com o resto da agua que corre sem porquês para o mar. Algumas gotas...perguntam o porque, tal como Beatriz um dia fez um dia. Mas hoje no repouso do seu belo quarto branco, imaculado como tudo...perfeito. Algo esta errado dentro dela.Perguntas surgem inesperadamente,sobre as suas escolhas. De dentro de si um acumulado de sentimentos querem explodir, tudo a parece agora assombrar o pensamento. Tudo no seu quarto esta no perfeito sitio, mas algo falta. Parece que falta uma voz...algo ou alguém com quem partilhou tudo isto. Uma memoria, um passado , uma ilusão.Inconsciente se deixa adormecer
"de onde me vem tudo isto.Tao errado , tão constante.Como pode algo tão errado me fazer sentir assim tão diferente.De onde vem todos estes sabores que me correm nos lábios, se nada tocaram. Porque me falta o teu abraço. Tudo esta errado eu sei, mas porque me parece nada estar tão bem?
Impaciente com ela mesma, salta da cama. Abre a janela , numa ansia de ouvir o som que não chega. Apenas a chuva se precipita na sua face. Uma face que tanto iluminou tudo, o seu olhar sereno, agora está ansioso sem motivo. O corpo nem sente o frio ...Nem luzes se vêem da janela , apenas uma grande lua prateada.Distante e tão perto ao mesmo tempo...perto de um dia escuro e silencio.
"Por vezes parece que vivo outra vida, por vezes tudo me da uma estranha sensação de já ter vivido mais qualquer coisa.Não pode ser apenas isto que tou a viver agora. Foi tudo apenas um sonho? parece que sim. Nada disto faz sentido. Nunca notei o vazio do meu quarto, nem a falta de mexer no meu rosto. Não não foi um sonho, é um pesadelo que me leva fora de mim. Culpa, angustia...sonho"
Levemente fecha a janelas...cai cansada na cama, de relance olha para as horas.Uma hora anormalmente incomum para ela.Finalmente decide que é mais fácil adormecer e amanha tudo não passará de mais um dia sem historia e este turbilhão de sentimentos já serão passado. Antes mesmo do ultimo pestanejar sente que algo partiu...alguém caiu
O dia está tão cinzento hoje pensa Enrique Enquanto caminha pelas ruas ainda nuas de vida E o sol se tenta levantar por entre a tempestade, ele para. Olha um folha de Novembro caida no passeio frio Molhada , enrugada, sem vida...deslizando na chuva. Olha em redor não há vento, nem pessoas, nem calor Tudo está parado menos ele e aquela folha Apercebe-se que será o ultimo dia daquela folha.Tal como talvez o dele. Relembra-se agora, faz hoje 11 anos que ergueu a bandeira da sua independência.Uma simples peça de dominó que saiu com sonhos sem cair. Mas agora Enrique, olha-se no reflexo de uma mostra atrás de si. "Sou afinal mais do que algumas vez sonhei. Com tudo aquilo que nem pensei capaz de um dia ter capacidade de realizar.Ultrapassei tudo sem me tornar alguém como as que obrigaram a reclamar a minha independência.Vivi cada dia como uma bênção.Cada gota de vida , eu bebi sem olhar para trás, nem pensar nas consequências.É magnifico como tudo se transformou para mim." Enrique , sorri , mas não se sente alegre.Olha em redor e a folha, já tinha desaparecido.E agora só ele permanece real e vivo , num mundo parado, tudo parece um fotografia. Tudo esta imóvel. Apenas um frio gélido que vem de dentro. "Mas de que estou eu tão seguro de mim? Afinal não há mais do que isto? Não há nada alem disto para mim? E tal como o meu reflexo na montra...Estou apenas sozinho...frio e sem vida.Apenas um reflexo de um corpo, não de mim." Corre em frente numa fúria com ele mesmo Rodopia , cai... grita mas ninguém o ouve, preso num circulo de tempo que não passa, Enrique aprende que nada é afinal como ele sonhou.Apenas se arrasta num mundo onde não há mais lugar para ele , nem para os seus sonhos. Enfim desiste de correr para o mesmo sitio vezes e vezes sem conta, senta-se cansado dele mesmo, no mesmo sitio onde antes se encontrava a deslizar a folha de Novembro.Sente um aperto forte. "Afinal não me esqueci dessa folha, talvez alguém também um dia se lembre do meu deslizar. E de quanto esvoacei na minha queda do céu em direcção ao chão frio. Até ao dia que não me sentires a rodopiar a tua volta... Vez me cair Beatriz?" Levanta-se, acende um cigarro.Olha para o céu e apenas ve uma linda esfera prateada, tão perfeita.Cada vez mais pequena...Enrique cai.
São ainda horas de sonhar Acordo com o sol a bater me na face No peso de um passado tão igual a hoje Perco a vista num olhar profundo em mim mesma No que sou,fui e afinal...nunca sonhei ser outra coisa Nem isto tão pouco... O corpo está me hoje mais destilado de sorrisos No correr da sombra sinto falta de mim até ao espelho Um sensação estranha de não estar sozinha Como senti-se necessidade de chorar alguém mas não sei quem é Arremesso a porta e .... No espelho uma pessoa mais velha me quer falar Sinto necessidade de a ouvir
- Sabes Beatriz, não tenhas medo. A pessoa que ves morreu há muito, pouco viveu Tinha boas memorias de dias felizes De esperanças e sonhos onde ser livre e sorrir E viver apenas sentir se ela mesma livre de julgamentos Mas morreu.Assassinada numa rajada trovejante de setas Apunhalada por quem mais lhe é mais próxima
Beatriz apenas sorri... e diz -Essa não conheço, porque me contas isso?
-Porque há prisões de onde nunca se sai Por mais belo que pintes as paredes, o cubo continua o mesmo A amarras da vida seguram-te nele, e se sorrires ele te logo esbofeteia com o a realidade que não podes sonhar, pois tudo ta escrito, por alguém que não tu. Porque há vidas que apenas se deixam cair no adormecer da vida Onde tudo passa por um simples viver sem rumo , mas com destino já marcado. Não me conheces ainda?
E como se de uma ordem se trata-se a figura desaparece. O barulho do amanhecer em casa e da rotina de sempre, Faz com que Beatriz abra os olhos. Afinal estava ainda na cama a olhar o arco-íris , algo familiar pela janela.Mas sem memoria de jamais o ter visto. Como pode ser? Um estranho Déjà vu nunca sentido.Como tudo o resto que a rodeia Nada se sente , apenas esta presente. Mais um dia longo a espera, igual a tantos outros.Nada muda apenas se aperta cada vez mais os espaços de sonhar...
Porque penso nisto então ? Se não vivi nada disto, como me lembro disto? Porque me sinto assim? Não tenho memoria de nada, mas algo me faz sentir...
Bate se a porta do carro , Beatriz olhar para trás, para ver quem? Nem ela sabe...E num sorrir inexplicável diz ao retrovisor
Até já então.Irei voltar a ver te sim. Na irreal sensação te voltar a ver.
E apenas sente um calor imenso na face...ouve um som de ondas... Finalmente acorda, na praia que tanto a rodeia. Tudo foi apenas sonho...estranho pensa Beatriz...parecia uma ilusão
E no limite da mente sempre me encontrei, por algum motivo lá tambem entras-te.
Porque na demencia do irracional gosto de ficar...No intervalo da vida me deixo ficar e no sonho que fui tambem. Um Palco sem actores...um sonho sem vida.Ganhou vida mas agora esfuma-se no intervalo com o teatro por completar.
Enrique cai perdido no chão Adormecido ... mas porque se está a ver-se então? Será ele aquele caido..então quem é este que ve o seu eu? Sente se a decair...calmamente cai junto ao seu corpo Sente a seu lado..respira fundo e observa o seu corpo O resto está agora tão escuro Tao silencioso...nem vento se faz soar Apenas o relógio se nota tic-tac.tic-tac Pacifico o seu bater que o faz relaxar Enrique repara agora numa luz brilhante diferente Não é apenas luz , sente-se no som do relógio Como um nevoeiro espesso mas suave e livre Ele olha a sua volta já não ve o seu corpo caido ao seu lado Estarei dentro de mim novamente? Pergunta-se meio assustado mas no-entanto em paz com o que o rodeia A sua mente parece dividida em duas O seu consciente relaxado nesta luz E a outra a girar em círculos no seu passado Mas sente que falta uma parte dela... Em desespero tenta encontrar e ver esses momentos Luta consigo mesmo e com a sua mente dividida para os ver Tanto que nem reparou que novamente esta fora do seu corpo Mas algo mudou Ve-se perdido, em sonhos nunca vistos Apenas algo que apenas deixou em palavras, em escritos Será que ele esta a ver o que eu não estou? E a luz pacifica onde está? o relógio não bate agora Estas cores tão familiares? Voltou a si novamente...ao seu corpo dormente Calmo sem medo nem desejos Esses estão agora a voar a sua volta Ofuscando-lhe a luz suave Mas a medida que se vão tudo se torna mais óbvio Tao claro e simples e brilhante que quase o deixa cego E o corpo não o consegue mexer...nem precisa apercebe-se Finalmente cai em si A reviver a felicidade que viveu E tudo que amou esta presente em seu sorriso Relaxado abraço a verdade futura Num breve cintilar de realidade apercebe-se e pensa:
Que irei viver através de ti Irei aprender através da tua vida Serei feliz em ti...vivo em ti E em mim viverá algo que finalmente é livre Quebrou o selo da imortalidade através de mim Numa realidade parcial e inconstante Porque nos iremos voltar a sentir ai Um dia nos vamos voltar ver Minha amiga, meu amor, minha companheira.
...Um estridente barulho Enrique abre os olhos Acordei , mas não estava a dormir...estranho - pensa
Seja eu o caminho que me for entregue Caminharei de olhos rasgados Onde o sorriso não rompe por entre o calafrio da saudade A garganta enruga tudo o que te calo Por mais que queira cansar a minha voz no teu ouvido O colar de sonhos trava-me a respiração Os olhos que tremem no raiar do dia Apontam para o caminho que não posso ir As mãos seguram o peito já dele cada dia mais pequeno Tem lá dentro apenas um pequeno desejo De acordar mais um dia E descobrir que afinal ainda existe um arco íris Um céu sorridente e uma primavera colorida em ti Voltar a respirar as palavras imparáveis Que me faziam soltar as que te fazem dançar no olhar Por vezes devia poder-se prender um no tempo E voltar a ele sempre Porque tenho dias que mais não vivo se não um passado Ou será ele presente e futuro Afinal o tempo é uma espiral sem pontas Sem começo nem fim Talvez se for bem dócil na viagem Nem me sintas partir E me leves contigo nas noites dos intervalos de medos E volte afinal numa memoria A um lugar de regresso eterno
Os círculos de luz pontuam a minha solidão O relógio faz ecoar memorias do que perdi E na minha fuga da realidade Deixo-me abraçar pela minha loucura De um tempo que já foi De um tempo que nunca existiu Como areia que cai na praia Tento não descobrir os adeus que deixei por dizer Nem o que me aguarda...definho apenas quieto No meu próprio circulo ... Sem tempo para voltar atrás nem tempo para o futuro Apenas me sinto a expirar De mão atadas em macios lenços verdes Sem os poder ver..nem sentir o seu calor de esperança Um dia esqueci-me do que era Um dia ...há um tempo pensei que podia ser normal Sonhei...Acordo agora Olho para o que fui planos e sonhos que nunca mereci Perdido num tempo em que fui ilusão Apenas isso...de volta agora ao meu berço frio Onde sempre vivi...sem sentimentos Nem isso mereci...sinto apenas o calor desta luz Que me banha a cara Num qualquer sitio sombrio...onde nada faz diferença O meu tempo já passou...e o meu olhar também. O tempo em que pensei que te fazia feliz E o olhar que morreu no tempo em que eu fui.
Cansado...vou pensando...vagueando Significados, crenças, Deus Ter fé em algo que não está presente Mas que que de certo modo vive em nós Que nos mostra a verdade e a felicidade E ainda assim temos a fraqueza de duvidar Sentimos-nos mais próximos Ao ver um belo por de sol E a esperança em cada nascer Em cada florir de tudo que tantas vezes nem reparamos Alguém com quem falamos quando precisamos Que nos acompanha a cada passo e nos da força A quem sorrimos sem saber porque Mas isso não pode ser...Deus não existe Se é ele assim tão perfeito e divino Teria de ter a tua forma perfeita A tua face bela e doce A tua voz de anjo viciante E por fim não é ele que me faz sentir tudo isto que descrevi Mas sim tu e a tua maneira de ser. Cada dia é sou mais ... Uma manha cheia de incertezas e esperanças Com azafama do que fazer o resto do dia A tarde de acalmia e resoluções Com os planos e resolver de duvidas Com o deitar da noite tudo se decide Deixa se para trás o que ficou por fazer E sorri-se para o lazer e prazer E a vida é assim como um dia A minha manha já foi...a tarde passou-se Meu amor já vejo o sol a por-se nesta vida Digo lhe adeus Só queria abraçar a noite contigo Queria... Pensamentos...vaguear...aqui estou eu...