
Se te pudesse ler como um livro, que livro serias? E eu, em que pagina iria aparecer?
Se és, desculpa mas não sei, onde andas, onde te deixei. Ainda não te pude ler, como me deixo ler a mim.
foto: http://www.olhares.com/paulomed
Sou aquele que tudo sente sem demonstrar, tudo o que sinto vai se esfumar no teu pensamento, tudo o que vejo já foi , tudo o que vi é o que vai vir. Sou o superunknown

Se te pudesse ler como um livro, que livro serias? E eu, em que pagina iria aparecer?
Se és, desculpa mas não sei, onde andas, onde te deixei. Ainda não te pude ler, como me deixo ler a mim.

Fui o desgaste e a imortalidade da descrença
Só me importa a minha finalidade, sem misericórdia
Que me importa se te deixar de rastos sem nada
Se puder ficar eu com tudo
Que importa a tua esperança se eu ficar satisfeito
O que é teu é meu, o que é meu… ah, desaparece comigo
Sempre caminhei sozinho, mas e se me apanha?
E se afinal há uma sentença? Não pode ser…
Se não houver mais nada? Tudo tenho e nada vou perder
Se não houver justiça? Tudo me pertence é meu
Mas se e se existe consequências? Não pode haver… sei-o…
Quero o que é teu, não pode haver mais nada
Vou ser apanhado pelas minhas culpas
Vieram de longe para me abater sem desculpas
Passado distante, tornar os meus medos em realidade?
Podem eles ainda agora me fazer assim tremer?
Mente descrente, corpo depravado… assim me apresento
Filosofo da razão Sou o teólogo da agressão
Não te adianta criar barreiras, vou te desolar
Deixar-te de joelhos, sem remorsos
Apenas partilho contigo o meu vazio, assombro-te o futuro
Quero apenas que me dês a mão para que depois ta possa cortar
Sou culpado, mas ninguém me julgará nem assombrará
Conhecer-te bem para que te possa melhor abater
Mas e se afinal tens razão?
O julgamento vem ai, vertiginosamente rápido
Se mais existe e tudo vou perder, pagar o que ja não tenho?
Julgado por desaparecer, culpado de te fazer sofrer
É se me tirarem tudo que é teu? Já nada tenho de meu
Se tiveres certa, tudo vou perder…
Vou ser apanhado pelas minhas culpas
Vieram de longe para me abater sem desculpas
Passado distante, tornar os meus medos realidade?
Podem eles ainda agora me fazer tremer?
Mente descrente, cadáver perverso… assim me apresento
Filosofo da razão Sou o teólogo da agressão
Se vier ter comigo, diz que não estou
Se me quiser falar diz para voltar mais tarde
Diz-lhe qualquer coisa, tenho medo, já não sei quem sou
Nunca pensei que me fosse doer tanto olhar para o meu passado
E tu és a causa deste holocausto que é poder Sentir.
Foto: cedida por ginjas
http://www.time.anda.ca/


Na rua, no meu caminho sinuoso… desapareço…
Esta realidade mais não é que uma ilusão
Percebi ai que me tinha transformado em areia
Aquela que desliza vagamente no vidro das horas
Serve apenas para medir as amarguras
Olhando agora para o meu passado… ah…
Paginas por escrever, planos por realizar
Coisas vagas por compor, olhares por trocar
Espaços em branco na memoria desgastada
Dias por preencher, caminhos por traçar
Sinto a prisão de nascer
A agonia de morrer
A memória de não te ter…não desaparecer
Os ponteiros giram e eu vou expirar
Tenho muito para sorrir e orgulhar… mas…
Muito diferente de tudo que imaginei
Mas nada disso foi o que me jurei realizar
Promessas feitas a mim mesmo, falhei sem perdão
Muitas lutas por lutar, muitas liberdades por matar
Tanta devoção deitada fora… momentos perdidos
Amizades arrojadas, afectos que destrocei
Espiral de indiferença me tornei, objectivo comprido
Mas… que afortunado fui por isso, sem aberturas fáceis
Desapareço na multidão, por descobrir, transparente e intocável
Sinto a prisão de nascer
A agonia de morrer
A memória de não te ter…não desaparecer
Os ponteiros giram e eu vou expirar
Rastejo agora para fora do berço oferecido
Saio do meu corpo e olho para mim… ah
Alcanço o vazio por mim lançado, e não a luz
Medos do passado voltam a nascer na mente devastada
Não te iluminei, cai na escuridão das horas desperdiçadas
Nem me lembro dos títulos, não me lembro de ninguém
Não quero voltar a mim dói demasiado tenho o meu corpo seduzido
Só tem espaço para ti, tempo para ti, cansado de não te usar.
Atormentado pelas promessas que ficaram por te fazer, nem adeus te dizer.
Expirou agora o seu último suspiro e saiu o teu nome, vagueia agora no tempo.
Sinto a prisão de nascer
A agonia de morrer
A memória de não te ter… É já tarde para te prometer?
Foto: http://www.olhares.com/Maddie

Todas aquelas preciosas manhãs….
Sinto falta do tremer quando me falavas
A única rotina em que embebia
Sonho com elas ainda hoje…estão presas aqui
Deixa me ficar mais um pouco… quero te tanto
Quero ficar só mais um pouco…quero te mais ainda
Todos os meus desejos realizados no momento
Assim que te deslumbrava … saudades do teu verde
E passava assim, mais um sol que se levantava
Mais um desejo comprido… quem me dera o teu bom dia
Deixa me ficar a soluçar mais um pouco…saudades de ti
Saudades de saber como foi o teu dia…o teu ate amanha
E ai me levavas contigo no coração e eu a ti no meu
Quem me dera ter te aqui agora já
Subiríamos alto, brilharíamos do cimo da nossa árvore
Aquela que plantamos tantas vezes
Enquanto tu dançavas ao luar
E eu me maravilhava a ver a tua graciosidade
Estou uma desgraça agora, ainda bem que não me avistas hoje
Quero correr até ti mas mal consigo andar
Preferia que me rasgasses a roupa
Que cuspisses na minha fotografia
Que me abatesses, que me cortasses as mãos
Maltratasses as minhas lágrimas
Mas que me vagueasses alem do pensamento
Empurra me e eu cairei no teu precipício
O teu ódio seria melhor do que nada
Pois aquilo que desejo de ti é livre
E o melhor que te tenho para te dar
Bem isso é igualmente aberto e gratuito
Sinto medo do que sinto e te quero dar… Amor

Não quero dizer adeus, apenas quero ir contigo nesta duradoura estrada, mas sinto falta da tua sombra enroscada na minha. Sinto falta de ti.tanto aqui hoje….tanto… desejei tanto que dava para abraçar a tua falta
Se algum dia desejei e sonhei alguém… ela és tu
Adore-te, admiro-te, glorifico-te, enfim…
Amo-te
Isto é apenas uma maqueta de mim
Mais não me deixas que te demonstre agora
O fogo arde, a tua chama não se dilui
Para que procuro a tua presença?
Estas em todo lado, em todos os momentos
Em cada gota de chuva, em cada suspiro meu
Da trivialidade da decadência
Ao transbordo de emoções evidentes
O meu coração transborda tambem por ti
Mas ele quer ainda mais…faminto de mais teu
Não tem fim nem fundo o que sinto por ti
Por vezes ate parece querer absorver me
Tal é o vazio de ti agora
A tua falta pintada de vermelho sangue na minha alma
Sôfrega e sem o entusiasmo de outrora
A tua falta no pequeno almoço
A cadeira vazia a tua espera, já gasta de te lá imaginar
Queria só a tua iluminação inspiradora
O teu rosto para beijar na despedida de mais um dia
Se pudesse escolher um talento agora…
Por certo ia querer ter o dom da escrita
Talvez conseguisse mostrar o que por ti sinto
E que esse sentimento te ficasse gravado no pensamento
Decorasses o meu amor e o sentisses sempre presente
A que te pudesses agarrar quando estas mal
Que o pudesses abraçar quando estas carente
E te falasse quando precisas de apoio
Ou te amasse quando eu não estou presente
Não passo de um pedestre que apenas te quer amar
Vagueio para te amar…memoriza ao menos que…
Amo-te
Se sou alguém, sou um vagabundo que te deseja a ti…sem ti, falta-me sempre algo
Nem é possível imaginar, nem para ti, o que te desejei hoje.
Amo-te mais do que tento e não consigo escrever
AMO-TE
As tuas memorias aprisionam-me
A nossa vida parece um jogete
Por vezes parece que tudo me é negado
Eutanásia de sentimentos
Para que quero ter este espaço se não o uso
O pouco que alcancei nada me vale agora
Planos feitos destruídos pelo destino
Tenho uma sala enorme cheia de vazio teu
Uma mesa espera que nela almoces
A cama que aguarda pela tua chegada
Um quadro que sufoca pela tua figura
E um amor ansioso pelo teu regresso
Sinto a tua falta no calor dos lençóis
Os teus risos na soleira da porta
O teu respirar embaciador no espelho
A tua fúria a ecoar nos meus ouvidos
O teu olhar nos meus olhos, a tua mão na minha
Sinto falta de poder dizer o teu nome pelas ruas
Se elas pudessem falar o que lhes segredo …
Esta cidade cheia de lamentos meus
Sinto a falta do teu abraço enquanto desço a calçada
Do teu cabelo a esvoaçar na minha cara junto a praia.
O teu silencio é superior que qualquer palavra
A tua falta inferior a qualquer bala
Procuro na minha cabeça as tuas ultimas palavras
As lágrimas enchem me os olhos
Sempre que elas me vêem a memoria
Tudo isto me parece um teste
Sinto que queres que te prove alguma coisa
Mas gostava que me visses agora de joelhos
Estão doridos e feridos de tanto te clamar
Tenho aqui, como sempre tive
O teu lugar vazio no meu coração
Vem e reclama-o, pode te parecer impossível mas é teu
Amo-te
foto: http://www.olhares.com/Maddie

Acordei hoje com intenção de explodir
Porque insistimos nós em por homens banais
Em lugares onde devem estar os deuses?
Tornam se mesquinhos e corruptos
Sem sentido moral nem ético
A sua única fé e rotina é a mentira
Um folclore de sonhos nos oferecem
Mas a devastação e mesquinhez é a sua única finalidade
Deitam rosas em túmulos que não choram
Alteram o ontem para satisfazer o seu amanha
E nós ficamos a sonhar com futilidades
Vendem tudo por um punhado de notas
Ate prometem paz e harmonia
Mas tumulto e ganância é o desfecho
Somos marionetas da propaganda
Sem empenho para mudar o que esta errado
Ate em nome de deuses falam e gracejam
Logo eles que não falam com ninguém
Somos capitalizados até para ataismo ideológico
Mas somos exortados a seguir o sistema
Até para o mais ridículo do polvo mecanizado
Assinam tratados e promessas de apoio
Mas o que fazem na verdade é suga-los
Alem fronteiras que esperança e sonhos podem ter
Para alem de acreditar nessas mentiras?
Ao menos que levem tudo mas cumpram o prometido
Mas nem isso, velhacos corruptos
Até quando dançaremos nós neste folclore?
Que preço estamos dispostos a pagar por paz ilusória?
Que preço tas pronta a pagar por tão pouco?
Consegues viver assim nas mãos de traidores?
Mas a que preço?
Apenas quero ser livre e pensar por mim
Nenhum eu sei, tal como eu.
foto:http://www.olhares.com/Maddie



Não me desencontres no leito do rio seco
Dá-me a tua mão e segue-me para o deserto
Ele esta tão desidratado e com sede
Da mesma forma que eu estou seco
Quero me afogar em ti
Fecha os olhos e sonha comigo
Ou encontra-me em cada duna
A lua e o sol ressequiram o meu leito
Sentes o desespero? Estás tambem assim?
Um grão de areia no deserto da vida
Ambiciono matar a sede
A tua claro, pois a minha só tu poderás tirar
O sol não é meu e quero tu oferecer
A lua é tua será que ma confias?
O medo é enorme, mas o amor é perpétuo
Posso até me desfazer em bocados
Quero gritar, voar, chorar e rir
Posso faze-lo em teu nome?
Pois só ele me está preso na garganta
Bloqueia-me respiração e seco ainda mais
A trombeta da angústia está agora muda
Ouço os tambores da chuva a soar
Tudo está agora mais límpido
Quero sair do deserto onde me deixas-te
Não há oásis melhor que a tua boca
Nem miragem melhor que a tua presença.

Hoje sei que a tentação voltou a mim
Sei quem hoje se despediu sem dizer adeus
A vontade de ceder mais uma vez
Olho para trás e nada me revive
As paredes sufocam-me e apertam-me
O espelho deixou de me reflectir
Sou opaco e transparente em simultâneo
Planos relutantes mas sempre existentes
Sinto a guerra dentro de mim a fervilhar
Mais um saborear e tudo desaparecerá
As ruas estreitam e a luz deflecte no passeio
Vejo me fora de mim e voo alto
Breves os segundos mas fatais, auto infligido
Nem me despeço de mim porque?
Ando ou vagueio
Que interessa, sei o que preciso e nada me trava
Nem o desejo, a.....
O Céu desapareceu com o seu anjo mais brilhante
Resta-me fervilhar no inferno e desgasta-lo tambem
O disco gira e gira sem cessar
Repetidamente na mesma nota
Até ele parece querer um pouco deste vazio
Mais uma entrou como liquido refrescante
O meu próprio corpo se encolhe
Quem usa quem neste mundo?
Ah, agora sim ceder, sem sentir culpa
Agora antes que me esmague neste mundo pequeno
Está ele a encolher ou são o dilatar dos meus olhos?
O corpo já nem sente e a mente essa esta a vaguear
Ah, a paz, a satisfação, o desinteresse mundano
Nem me sinto respirar, o paraíso do vazio em mim
Agora que as pupilas estão desfocadas
O corpo feliz e alma apaziguada
Deslumbro a agulha na minha mão moribunda
Afinal ainda preciso de mais
Sempre mais, só mais um pouco
És o vício que preciso
Esta agulha com que te escrevo
Não me chega, preciso de ti junto de mim.
Amor que sinto por ti é a única droga pela qual chama o meu corpo, tu o seu exclusivo prazer. Não tenho medo de me viciar em ti, até porque já estou. O teu medo, a falta de fé em mim, é a única moeda que não tenho para te pagar. Os meus olhos só veem o que sinto.
Foto: www.alentejolitoral.pt

Não tenho mais espinhos por onde me aleijar
Eu ouço que tudo nada me diz
Os anos podem ser uma eternidade mas podem ser apenas efémeros, tudo o que assisti apenas servem para te apreciar melhor, conseguir-te contemplar na nublosa do amor.
Mas podem tambem não chegar para te admirar devidamente e justamente.
Podes me chamar de areia perdida após a tempestade, mas garanto-te que sou mais o rio que sempre soube quais as suas margens, o seu alvo.
foto:http://www.olhares.com/luisafonso

Por vezes indagam-me quem sou na verdade
Normalmente respondo o passado que era
Sou gélido e escaldante quando desejo
Faço pretender e desejar sem senti-lo tambem
Altamente volátil mas sem chama própria
Conhecido mas não compreendido
Não querer de quem se enceta a minha procura
Não responder a chamamentos de outra natureza
Ignorar para não ferir nem desiludir
Ocupar para não ser ocupado
Ser livre …. Mas para que pergunto agora
Porque? Talvez porque sempre soube ser assim
Distante e incólume ao redor do mundo
Sempre desintegrado do mundo e dos pressupostos inertes
Só e sem impedimentos mortais
Foi o que me determinei a ser e a reconhecer
Eu e o sol sozinhos brilhávamos parados no tempo
Sim agora sei o que são solicitações do coração
Talvez o actuasse assim porque realmente não o sentisse
Agora sei que não brilho com o sol
Ele brilha para ti apenas para te iluminar
Nós apenas o usufruímos por sequela
Mas existe alguém mais meritória que tu
Floresces onde mais nada pode brotar
Doce raio de tempestade e sol
Desejo, Inteligência, Alegoria, Naturalidade, Amor
Assim é a teu denominação
Deixei de ser o solitário de consciência
Imoralmente depositava rosas negras
Amorosamente sem saber o seu real significado
Nem sequer o deseja saber
Absorvia apenas o que queria
